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Não puxe o gatilho...

Não puxe o gatilho...

Vivemos um tempo em que a mente humana está sendo convocada a retornar à sua verdadeira força. Tudo ao nosso redor pulsa em um campo magnético que revela, com precisão, os vícios e condicionamentos que nos afastam do Bom Viver. Não há como evitar: estamos sendo pressionados a cada instante ao renascimento — queiramos ou não.

A questão não é se essa transformação virá, mas como vamos lidar com ela quando acontecer. Recusar esse chamado é romper o pacto silencioso com a nossa própria energia, que anseia pelo fim dos padrões nocivos que contaminam o corpo e obscurecem o espírito.

O que exatamente é o gatilho?
Gatilho é o nome que damos àquelas reações automáticas, intensas e quase sempre inconscientes, diante de situações que nos desafiam emocionalmente. São como estalos da alma, súbitos e viscerais, que nos empurram para comportamentos que mais nos afastam do que nos aproximam da nossa essência: julgamento, ressentimento, inveja, raiva, ciúmes...

O gatilho não é o vilão...
Ele é o mensageiro.

Surge para nos mostrar com exatidão onde ainda estamos presos, onde ainda dói, onde ainda há desequilíbrio.

A arma não precisa disparar
Ao perceber o gatilho, temos duas escolhas: repetir o padrão ou pausar. É nesse instante sagrado que somos convidados a baixar a arma, retirar a bala da agulha, respirar... e mergulhar.

  • Mergulhar no acontecimento.
  • Mergulhar no desconforto.
  • Mergulhar em si.

É nesse mergulho que o ciclo oculto pode ser compreendido. Quando entramos nesse espaço interno com coragem e presença, acessamos a fonte da ferida, e então, conseguimos ver o porquê, o onde, o quando. Só assim podemos agir com consciência e curar.

Quando algo te ferir, não fuja: medite

  • Relembre a cena.
  • Sinta o ponto exato em que o gatilho foi pressionado.
  • Observe o que o corpo revela: um nó na garganta? Um aperto no peito? Um frio no estômago?
  • O que isso quer dizer?

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Faça perguntas sinceras a si mesmo:

  • A que estou vinculado nessa situação?
  • Que padrão emocional está sendo revelado aqui?
  • Qual verdade minha está sendo desafiada?
  • Que resultado eu não aceito?
  • Que escolha eu não consegui fazer?

Se as respostas não vierem, peça ao Universo: “Mostre-me.” E ele mostrará.

Gatilho é apenas o começo.
Ao revelar a emoção, o gatilho traz consigo toda a carga vibracional do desequilíbrio - a mesma que, em algum momento, nos deu a “arma”. Quando identificamos a origem, algo se libera. O espaço se abre para que um novo comportamento surja, mais alinhado com a nossa verdade.

A clareza toma o lugar da reatividade. A espontaneidade retorna e com ela, o poder de viver com autenticidade.

Não puxe o gatilho
Observe, reflita e sinta.

Você ainda tem tempo de pausar a mão e silenciar a mente. Somos nós que escrevemos nossos roteiros. Somos nós que devemos interpretar os sinais. Somos nós que devemos honrar a própria vida.

Antes de reagir, pergunte-se:
Será mesmo o mundo que me fere, ou sou eu repetindo, com a mesma mão, uma história que ainda não foi encerrada?
Eis que essa é a verdadeira questão.

Bênçãos Plenas

Simone G. Pedrolli

Guia da ascensão em missão da Luz e dos caminhos a transformação da consciência imantada pelos "Decretos Divinos".

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