Quando o Útero deixa de ser Sagrado
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Há um momento, ainda no ventre da Terra, em que cada ser é gestado com o sopro do divino - puro, livre, inteiro. Mas ao cruzarmos o limiar da existência, o que era sagrado muitas vezes se torna cárcere.
O egoísmo mais silencioso nasce ali: no lugar onde deveria florescer o amor incondicional, brota a ilusão da posse. O ventre que deveria libertar, aprisiona. A mãe que deveria acolher o voo, amarra as asas. Educa para a dependência, mascara controle com proteção e alimenta-se da energia do outro, tornando o amor um cárcere disfarçado de zelo.
Esse parasitismo emocional às vezes sutil, às vezes brutal - desconecta dois seres de sua verdadeira missão: curar-se mutuamente e libertar-se juntos.
- O sugador, consciente ou não, aprende a se alimentar da energia alheia.
- A vítima, sem notar, entrega sua força vital e se acomoda no ciclo da servidão.
Ambos tornam-se prisioneiros da ilusão.
Esquecem que nasceram livres.
Esquecem que vieram para cumprir sua jornada em nome da liberdade espiritual.
Assim como as sementes brotam e seguem o ciclo da Vida, cada alma tem o direito e o dever de crescer, escolher e trilhar sua estrada. A individualidade é divina! É a centelha da Criação que nos permite construir e encerrar ciclos com propósito. Quando esquecemos isso, tudo adoece – mesmo as relações mais bem intencionadas.
Todo aquele que chega... um dia partirá.
E isso não é perda, é natureza.
Desapegar do egoísmo é um rito de passagem para a consciência plena.
Amar é libertar.
Ser mãe é guiar o voo, não aprisionar.
Que os laços sejam de amor, não de posse.
Que o útero volte a ser altar e não cela.
Bênçãos Plenas
Simone G. Pedrolli
Guia da ascensão em missão da Luz e dos caminhos a transformação da consciência imantada pelos "Decretos Divinos".
