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O Despertar da Consciência - A Fase de Resolução

A expressão cotidiana do Despertar Espiritual

A quarta fase do Despertar representa o estágio de resolução, o momento em que o verdadeiro Eu finalmente dissolve o domínio do ego ilusório.

Chegamos ao fim da busca desesperada por respostas nos conceitos herdados pela consciência limitada da Terra. Nesse ponto, a mente repousa em harmonia, e os conceitos já não nos aprisionam.

O apego se dissolve. A colheita torna-se um ato natural de entrega ao Poder Superior, e a força interior desperta, livre do controle do Eu materialista.

Quando a dúvida se transforma em fé
Já não há espaço para o acaso. A compreensão se instala com clareza: tudo tem causa e propósito. Aprendemos que cada reação é uma semente:

  • Reagir é plantar,
  • Cultivar é colher,
  • Colher é nutrir,
  • Nutrir é compartilhar,
  • Compartilhar é agradecer,
  • Agradecer é amar.

E nesse fluxo sagrado, aprendemos o perdão - aos outros, ao mundo e a nós mesmos.
A antiga programação inconsciente é substituída por uma consciência desperta, que desfaz as prisões emocionais e mentais.

Agora, assumimos plena responsabilidade pela vida. Libertamo-nos do julgamento e da crença em perdas. Já não há necessidade de provar valor: reconhecemos, enfim, nossa essência. E com ela, nasce o amor-próprio incondicional.

A jornada solitária se torna sagrada

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Ainda seguimos sozinhos, mas agora sentimos uma conexão profunda com toda a vida. A solidão se dissolve como neblina ao sol da consciência. Deixamos de desejar os antigos moldes de relacionamento. Não buscamos mais ser “normais”: apenas somos, livres da aprovação alheia. Respeitamos o tempo do outro, compreendemos o poder do silêncio e do não fazer. E é no silêncio que abrimos caminho para que o Universo fale. A bênção se revela ao vermos outros despertarem, e nossos relacionamentos florescem, alinhados ao que realmente somos.

O mestre interior desperta
Nesta fase, estamos integrados ao nosso Eu. Compreendemos a jornada que percorremos.

O compartilhar se torna natural: não por obrigação, mas por amor. O papel do mentor é vivido com consciência sem apegos, sem personalismos. A missão é sagrada, mas cada alma caminha com seus próprios pés.

O comportamento alheio já não nos afeta. A liberdade é o princípio e o fim.

Práticas espirituais continuam, mas não mais como meios para alcançar algo. Meditamos porque nos sentimos plenos. Vivemos o sagrado como extensão de quem somos.

A intuição se expande, e acessamos a sabedoria infinita com naturalidade. Sabemos agora: somos autênticos - a essência permanece.

Mudamos, mas não nos perdemos. Não nos interessa mais saber "por que". Há paz demais no presente para nos importarmos com velhas perguntas.

Viver o agora - o milagre do presente
Ao reconciliarmos com a Vida, percebemos que o futuro não nos define. O momento presente se torna o lar da felicidade real.

O amor flui por nós, pelos outros, por tudo. Não há saudade dos velhos paradigmas, há gratidão por tudo o que foi e tudo o que é. Há aceitação plena de que tudo carrega, em sua essência, o Amor. Não há busca pela felicidade, pois a felicidade já está presente.

Compreendemos, enfim, a antiga lição: Sem vivência, não há experiência - Ou se encara o agora, ou o ciclo se repetirá.

Mesmo diante de emoções diversas, elas já não controlam nossas escolhas. Achávamos que nosso coração havia esfriado , mas na verdade, ele se aquietou em sabedoria. Estamos além da falsa alegria, além da zona de conforto - Estamos, enfim, inteiros em nós.

Gratos por tudo o que fomos, agradecemos ao nosso Eu adormecido, ao Universo Criador e à jornada corajosa que trilhamos.

Sim... valeu a pena.

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Bênçãos Plenas

Simone G. Pedrolli

Guia da ascensão em missão da Luz e dos caminhos a transformação da consciência imantada pelos "Decretos Divinos".